Quando já não há nada a perder,
E esqueces o teu sonho de criança,
Porque a bola já não alimenta as tuas expectativas,
Então sabes que só tens de sobreviver.
Quando o desafio desvaneceu,
E as tuas amizades são apenas miragens,
De uma vida que já não te preenche,
Então, tenta aguentar-te.
Quando a vida rumou para um oceano de incertezas,
E todas as sereias desejam o teu naufrágio,
Junto de uma ilha esquecida em desilusão,
Tens de deixar-te bater no chão.
Quando adormeces esquecido da realidade,
E a vontade de acordar foi dizimada,
Então deixa-me estender-te a mão,
Porque quando já não há nada para amar,
O amigo que te acompanhou nas batalhas,
Quer-te junto a ele para mais uma missão,
Porque todas as coisas que fizemos juntos…
Ainda não acabaram, segura-te!
05 outubro 2008
05 outubro 2006
Falta de Confiança
Ficar parado a olhar.
Faltar Coragem.
Tão bela, tão destrutiva.
Perfeito pecado capital,
Nessa cara de anjo salvador,
Sonho para qualquer mortal,
Mas de contornos tão ruinosos,
Nesta ténue pureza da alma.
Sempre que a olho, nos seus verdes olhos.
Ela sabe, que não a vou salvar.
Medo, tenho para acreditar.
Com a indiferença, que me persegue.
Não vou ficar parado a olhar.
Não encontro a coragem.
Tão bela, tão destrutiva.
Porque deambulo nas portas do inferno,
Sempre que esse sorriso reluz?
Ingénuo, puro, imoral, meu veneno.
Como posso abandonar o sonho.
Apenas, resguardar a silhueta nos sonhos.
De uma memória que não chegará ao Paraíso.
Vou deixar-te partir, a olhar,
Acompanhada, por outra sombra, que não a minha.
Não encontro coragem para te alcançar.
Não encontro coragem para te resgatar.
Vou deixar-me Perder-te.
Tão bela, Tão destrutiva.
Faltar Coragem.
Tão bela, tão destrutiva.
Perfeito pecado capital,
Nessa cara de anjo salvador,
Sonho para qualquer mortal,
Mas de contornos tão ruinosos,
Nesta ténue pureza da alma.
Sempre que a olho, nos seus verdes olhos.
Ela sabe, que não a vou salvar.
Medo, tenho para acreditar.
Com a indiferença, que me persegue.
Não vou ficar parado a olhar.
Não encontro a coragem.
Tão bela, tão destrutiva.
Porque deambulo nas portas do inferno,
Sempre que esse sorriso reluz?
Ingénuo, puro, imoral, meu veneno.
Como posso abandonar o sonho.
Apenas, resguardar a silhueta nos sonhos.
De uma memória que não chegará ao Paraíso.
Vou deixar-te partir, a olhar,
Acompanhada, por outra sombra, que não a minha.
Não encontro coragem para te alcançar.
Não encontro coragem para te resgatar.
Vou deixar-me Perder-te.
Tão bela, Tão destrutiva.
10 abril 2006
Provador de Sangue
Provei um trago de sangue.
Escorria incandescente pela pele.
Vermelho intenso, a manchar os lábios,
Que rasgavam o corpo e a alma,
De mais uma, da geração insangue.
Senti todo um êxtase sobrenatural.
Parecia que descobrira o segredo.
Aquele pelo qual alquimistas sonharam,
E vampiros se ligaram a morte.
Qual tormento pelo sabor total!
Saboreei-lo como um bom vinho.
Degustei-lo lentamente, sentindo a pureza,
O sabor, a temperatura, a espessura.
Tudo a escorrer pelo organismo.
Tendo o coração como caminho.
Ai! Um orgasmo terreno é tão bom.
Ver um corpo despido de preconceitos,
A esvaiar gotículas de sangue puro.
Dando-o a beber a um amante errante.
Gemendo, gritando, esbatendo som.
Ai! Carnívoro pecado capital.
Possuis-me rumo ao escuro.
Desejando a minha alma.
Seduzindo-me com tentações imorais.
Dando imortalidade a um simples mortal.
Isto é o resultado! Isto é o resultado!
Quando me perco por uma tentação.
Isto é o resultado! Isto é o resultado!
Quando toco no sobrenatural.
Encontro perdições orgiásticas,
Que me marcam na pele, que me perseguem.
Diariamente a percorrerem-me a mente.
Obrigando-me a caminhar por trovões,
Tempestades de análises, de ilações,
Reforçando a minha mentalidade.
Rumo á descoberta do ser.
Escorria incandescente pela pele.
Vermelho intenso, a manchar os lábios,
Que rasgavam o corpo e a alma,
De mais uma, da geração insangue.
Senti todo um êxtase sobrenatural.
Parecia que descobrira o segredo.
Aquele pelo qual alquimistas sonharam,
E vampiros se ligaram a morte.
Qual tormento pelo sabor total!
Saboreei-lo como um bom vinho.
Degustei-lo lentamente, sentindo a pureza,
O sabor, a temperatura, a espessura.
Tudo a escorrer pelo organismo.
Tendo o coração como caminho.
Ai! Um orgasmo terreno é tão bom.
Ver um corpo despido de preconceitos,
A esvaiar gotículas de sangue puro.
Dando-o a beber a um amante errante.
Gemendo, gritando, esbatendo som.
Ai! Carnívoro pecado capital.
Possuis-me rumo ao escuro.
Desejando a minha alma.
Seduzindo-me com tentações imorais.
Dando imortalidade a um simples mortal.
Isto é o resultado! Isto é o resultado!
Quando me perco por uma tentação.
Isto é o resultado! Isto é o resultado!
Quando toco no sobrenatural.
Encontro perdições orgiásticas,
Que me marcam na pele, que me perseguem.
Diariamente a percorrerem-me a mente.
Obrigando-me a caminhar por trovões,
Tempestades de análises, de ilações,
Reforçando a minha mentalidade.
Rumo á descoberta do ser.
Paraíso
Meu paraíso, procuro-te desesperado!
Encostas íngremes, caminhos traiçoeiros,
Falésias mortíferas a um tropeção de distância.
Não te alcançar, deixa-me… prosaicamente desolado.
Sem descanso, olho, tento, sigo.
Beijo nuvens, trovões e estrelas,
No sopé de cada montanha ultrapassada.
Mas resgato-me no horizonte e caminho.
Deixo, à deriva, o vento comandar.
Sinto o seu empurrão em cada passada,
A ajudar-me a alastrar este fogo interno,
Pelas planícies desérticas que reflectem o luar.
Durante a caminhada sagrada,
Observo a beleza desta natureza primitiva.
Flores exóticas, animais puros,
Rostos de uma terra imaculada.
Tudo, parece-me novidade!
Olho-os com olhar de criança!
No entanto, mantenho-me objectivo!
Sigo em frente cheio de certezas!
Mas depois, paro para descansar, percebo…
Analiso velozmente e descubro…
Que a verdadeira razão da busca.
É descobrir o que quero.
Concluo portanto, que o paraíso perdido,
Não será somente, um local sagrado,
Mas um rosto familiar que me atormenta.
Chamando-me no fim das forças ao seu caminho.
Já, rendido a evidência da paixão,
Radicalizo o meu projecto, transformo-o,
Incuto-lhe a componente amorosa,
Vejo o meio-termo, no meu coração.
Acordo, então suado, perdido.
Olho para o lado e vejo-te.
Bela essência adormecida.
Protectora da minha lucidez louca.
Compreendo que me das equilíbrio.
Para viver entre o sonho e o pesadelo.
Entre o sonho e a realidade.
Entre o sonho e o projecto.
Que projecto? Talvez de viver,
Pensando que te posso perder.
Rendido por não te querer perder.
Numa passagem tão simples tão pura,
Como o dia passa para noite.
Tu abres os olhos, sorris.
Perguntas se estou bem.
Aconchegas-me o dormir, num beijo.
Agarras-te a mim e esqueço,
Todas as pieguices passadas.
Que surgem de um pesadelo
Sabendo que com o amanhã, tudo passou.
Durmo nos teus braços.
A agradecer-te por seres minha casa.
Mostrar-me que o pesadelo passou.
Mostrar-me que o sonho chegou.
Perceber que o pertenço aqui ao paraíso!
Aqui adormecido, agarrado ao teu corpo.
Juntando as nossas almas, sossegados.
O meu paraíso não é o absoluto.
O meu paraíso é o teu amor.
Encostas íngremes, caminhos traiçoeiros,
Falésias mortíferas a um tropeção de distância.
Não te alcançar, deixa-me… prosaicamente desolado.
Sem descanso, olho, tento, sigo.
Beijo nuvens, trovões e estrelas,
No sopé de cada montanha ultrapassada.
Mas resgato-me no horizonte e caminho.
Deixo, à deriva, o vento comandar.
Sinto o seu empurrão em cada passada,
A ajudar-me a alastrar este fogo interno,
Pelas planícies desérticas que reflectem o luar.
Durante a caminhada sagrada,
Observo a beleza desta natureza primitiva.
Flores exóticas, animais puros,
Rostos de uma terra imaculada.
Tudo, parece-me novidade!
Olho-os com olhar de criança!
No entanto, mantenho-me objectivo!
Sigo em frente cheio de certezas!
Mas depois, paro para descansar, percebo…
Analiso velozmente e descubro…
Que a verdadeira razão da busca.
É descobrir o que quero.
Concluo portanto, que o paraíso perdido,
Não será somente, um local sagrado,
Mas um rosto familiar que me atormenta.
Chamando-me no fim das forças ao seu caminho.
Já, rendido a evidência da paixão,
Radicalizo o meu projecto, transformo-o,
Incuto-lhe a componente amorosa,
Vejo o meio-termo, no meu coração.
Acordo, então suado, perdido.
Olho para o lado e vejo-te.
Bela essência adormecida.
Protectora da minha lucidez louca.
Compreendo que me das equilíbrio.
Para viver entre o sonho e o pesadelo.
Entre o sonho e a realidade.
Entre o sonho e o projecto.
Que projecto? Talvez de viver,
Pensando que te posso perder.
Rendido por não te querer perder.
Numa passagem tão simples tão pura,
Como o dia passa para noite.
Tu abres os olhos, sorris.
Perguntas se estou bem.
Aconchegas-me o dormir, num beijo.
Agarras-te a mim e esqueço,
Todas as pieguices passadas.
Que surgem de um pesadelo
Sabendo que com o amanhã, tudo passou.
Durmo nos teus braços.
A agradecer-te por seres minha casa.
Mostrar-me que o pesadelo passou.
Mostrar-me que o sonho chegou.
Perceber que o pertenço aqui ao paraíso!
Aqui adormecido, agarrado ao teu corpo.
Juntando as nossas almas, sossegados.
O meu paraíso não é o absoluto.
O meu paraíso é o teu amor.
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